Clandestinidade e performatividade da imagem no Cristo Vermelho de Ducha

Ducha, Cristo Vermelho, 2000

Arte pública no Brasil: contextos e interações (III Seminário Nacional – GEAP Brasil 2020) , 2020

Este artigo analisa a intervenção realizada pelo artista carioca Ducha no monumento Cristo Redentor como parte da primeira edição do “Prêmio Interferências Urbanas” (2000). O artista infiltrou se no monumento e inseriu folhas de gelatina vermelha em seus holofotes, “pintando” o Cristo por alguns minutos. A imagem da intervenção foi veiculada na capa do Jornal do Brasil, no dia seguinte, como consequência de um telefonema do artista ao jornal, gerando desdobramentos para a ação clandestina e efêmera. O telefonema é aqui compreendido como um ato performativo, por meio do qual Ducha alarga a visibilidade de sua intervenção, desdobrando a em um esquema da mídia tática. A noção de que o registro produz um novo evento conduz nossa discussão sobre performatividade da imagem.

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