Encontros, afetos e coletividade: a Escola de Belas Artes (UFRJ) na virada do século 21

Felipe Barbosa, Sem título, Atrocidades Maravilhosas, 2000

XI Seminário do Museu D. João VI – Grupo Entresséculos – Professores-Alunos-Artistas na academia e no acervo do Museu D. João VI, 2022

O presente texto discute o papel da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA-UFRJ) no impulsionamento de iniciativas coletivas de artistas cariocas na virada do século 21. É identificada, a partir da década de 1990, uma busca progressiva da universidade para a formação de artistas visuais, que ao mesmo tempo encaram a realidade de um circuito artístico incipiente e de um Estado afastado do fomento à cultura. Essa geração de artistas se posiciona ativamente diante das instituições e dos agentes legitimadores (como críticos, curadores e galeristas), criando seus próprios circuitos por meio de iniciativas colaborativas. O texto se aprofunda em duas iniciativas que nasceram a partir de encontros realizados na EBA-UFRJ: a ação Atrocidades Maravilhosas e o evento Zona Franca. O trabalho busca preencher lacunas na história recente da instituição, destacar sua relevância para o cenário contemporâneo e para a criação de redes entre artistas.

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