Modernismos e encruzilhadas

Rodolpho Chambelland, Baile à fantasia, 1913, óleo sobre tela. Museu Nacional de Belas Artes

Anais eletrônicos do XIII Seminário do Museu D. João VI: modernidades e tradições em finais do século XIX, 2024

Este trabalho propõe o entendimento dos modernismos no Brasil como encruzilhadas. Em vez de encarar as encruzilhadas de modo negativo, associadas a labirintos, à desorientação, compreendemos que elas são lugares “entre”, e por isso são lugares de complexidades, de hibridações, de contágios. São zonas de contato, de cruzamentos de caminhos, de indefinições, de possibilidades múltiplas que rompem com a constância, com a previsibilidade, com a linearidade. O objetivo deste texto é evidenciar as impurezas que constituem os modernismos no Brasil, observando alguns exemplos da produção artística no contexto da Primeira República (1889-1930), bem como conflitos urbanos e epistemológicos que constituíram nosso processo de modernização.

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