Museu, pós-modernidade e a cidade lúdica de Frederico Morais

Domingos da Criação, Domingo terra a terra, 1971, fotografia, autor não identificado, acervo MAM-Rio.

Publicado nos anais do evento A arte de lidar com as adversidades, 2023.

Em 1969, ao apresentar a comunicação Plano-piloto da futura cidade lúdica, o crítico brasileiro Frederico Morais definiu a utopia do Museu de Arte Pós-moderna: uma instituição invisível, que teria a cidade como sua extensão natural e, como elemento central, a atividade criadora, e não obras de arte em si. Morais propunha uma nova mentalidade museal, condizente com as transformações ocorridas no campo da arte naquela década, que colocavam em xeque os meios artísticos tradicionais, os métodos convencionais de conservação e, principalmente, denunciavam a ineficácia do modelo “cubo branco”, que isola a arte do restante do mundo. Este artigo situa a comunicação de Morais no debate sobre pós-modernidade na arte, relacionando seu pensamento com sua atuação criativa e inovadora no setor de cursos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro entre os anos 1960 e 1970.

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