Nas ruas vermelhas do Rio de Janeiro

Ronald Duarte, Fogo Cruzado, 2002, fotografia de Wilton Montenegro

Anais do 42º Colóquio do Comitê Brasileiro de História da Arte – Futuros da História da Arte: 50 anos do CBHA, 2023

Este texto propõe uma reflexão crítica sobre o uso da cor vermelha e seus possíveis sentidos em intervenções urbanas dos artistas Ducha, Guga Ferraz e Ronald Duarte, que possuem em comum, além da cor dominante, o fato de serem movidas pela violência urbana e pelas contradições da cidade do Rio de Janeiro. A fúria do vermelho tornou-se expressão ideal de uma geração que atuou a favor do dissenso, explicitando os conflitos e tensões presentes nos espaços públicos, tomando a cidade como campo para experimentações que têm como motor as urgências. O vermelho opera, ao mesmo tempo, como ruído e sinal de alerta.

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